domingo, abril 15, 2012
Mudamos de endereço
segunda-feira, março 26, 2012
O transporte coletivo METROPOLITANO. Rio Branco e Itaperuçu se mobilizam.

Você sabe o que é a Grande Curitiba? É o nome dado ao conjunto do município de Curitiba e municípios vizinhos, também chamados de região metropolitana de Curitiba ou RMC. A maioria destas cidades orbita em torno de Curitiba, como cidades dormitório, servindo a capital com mão de obra e outros recursos.
Estando próximas entre si e de Curitiba, estas cidades precisam de um gerenciamento especial de suas políticas públicas para que haja convergência de interesses na resolução de problemas como água, lixo, meio ambiente, transporte coletivo, etc... No caso da Grande Curitiba, um órgão chamado COMEC é o reponsável executivo por este gerenciamento.
No transporte coletivo, a COMEC age junto com a URBS para fornecer ao cidadão um serviço de péssima qualidade e sem nenhuma segurança ou fiscalização, normalmente com uma tarifa superior a dos ônibus municipais.
O Diretor de Transportes da COMEC é Carlos do Rego Almeida Filho, um dos homens mais ricos do Paraná, irmão do deputado Marcelo Almeida (PMDB), todos ligados a empreiteira CR Almeida, que é ligada a exploração de pedágios no Paraná, "combatidos" pelo ex-governador e atual senador Requião (PMDB).
O presidente da URBS é velho conhecido nosso, o Sr. Marcos Isfer, um dos idealizadores da licitação fraudulenta do transporte coletivo, no valor de R$ 8,5 BI, que beneficiou famílias Gulin, Bertoldi e Curi (esta última dona do “feudo” de transporte de Rio Branco).
Rio Branco é uma destas cidades da região metropolitana. Foi criada por causa da Cimentos Rio Branco, que pertence ao grupo Votorantim, tradicional monopólio do cimento no país. O cimento requer muita energia e recursos naturais em sua fabricação e Rio Branco fornece todos os seus recursos a esta corporação cujo representante mais conhecido é Antônio Ermírio de Moraes. A cimentos Rio Branco resolve o problema de transporte de seus trabalhadores fretando ônibus particulares, já que o transporte coletivo é caro e ruim, diminuindo a produtividade de seus trabalhadores.
Em Rio Branco, um grupo de pessoas se organizou em prol de um benefício coletivo para fazer frente aos absurdos dos ônibus e, através de manifestações e atos por via institucional estão tentando dar uma condição minimamente digna a todos os cidadãos que utilizam o transporte coletivo na cidade.
Não é uma luta fácil e eles têm que enfrentar até mesmo a chacota do sistema URBS/COMEC que já chegou a falar “Sardinha viaja enlatada e não reclama!”
São vários os problemas:
SUPERLOTAÇÃO: os vereadores de Curitiba legalizaram 6 passageiros/m2, uma superlotação que já é absurda (e que não é fiscalizada), porêm os veículos que servem Rio Branco e Itaperuçu conseguem até mesmo ultrapassar esta superlotação, criando uma situação humilhante para o cidadão.
DEMORA: a frota é reduzida nos domingos, feriados e fora dos horários de pico, causando imensa demora, espera e falta de segurança.
FALTA DE LINHAS: o ônibus chega em Rio Branco e “despeja” os cidadãos em determinada localidade. Faltam linhas que complementem o trajeto até suas residências, assim é necessário ainda caminhar longos trechos a pé, sob sol, chuva e em trechos de baixa urbanização e portanto com pouca ou nenhuma segurança.
PRECARIEDADE NOS PONTOS: já em Curitiba, na praça 19 é possível notar o nível de precariedade dos pontos de ônibus. As longas filas expõem passageiros a sol e chuva, além de alagamentos nos dias de chuva.
CUSTO DA PASSAGEM: o custo da passagem, mais elevado, é outro agravante para fortalecer a segregação dos cidadãos de Rio Branco, já que os empregos estão em Curitiba e em Rio Branco faltam hospitais e locais de laser para o cidadão.
Em 27.03.12, o grupo de Rio Branco e o MPL Curitiba mobilizarão os usuários do sistema através de um ato a ser realizado às 17:30h, no ponto de ônibus da praça 19 de dezembro (casal nu). Eles também demonstrarão a cópia de carta protocolada na URBS. A COMEC/URBS normalmente coloca ônibus extra para desmobilizar os atos previamente comunicados, mas desta vez contaremos com a consciência dos usuários em prol do coletivo.
A minuta da carta protocolada junto a URBS pode ser vista AQUI !
Maiores informações sobre a organização e mobilização do coletivo de Rio Branco e Itaperuçu com Claudete (claudetegalli@hotmail.com) e Maurício (mauricio-xixo@hotmail.com).
sábado, março 17, 2012
Ato em repúdio aos acidentes e ao aumento da tarifa
Em fevereiro, o sindicato dos motoristas e cobradores organizou uma greve, que durante dois dias parou a cidade. A sensação de dependência do transporte coletivo, que invadiu as pessoas, foi o fator crucial para um reajuste bem sucedido na tarifa do ônibus. A tática usada foi simples: uma greve falaciosa atinge toda a população; culpabiliza-se o trabalhador do transporte colietivo pelo novo reajuste da tarifa; e o resultado foi o alívio geral pela volta do sistema, acompanhado do silêncio da população, o que legitimou novamente o lucro do empresário. Como se não bastasse, a ameaça do reajuste, originalmente para 2,80, foi utilizada como trampolim eleitoral, na medida em que o subsídio de 20 centavos aparece justamente num ano de eleições.
Essas ações reforçam ainda mais a precariedade e falência do sistema de transporte coletivo na cidade de Curitiba, fato observado diariamente com os acidentes, muitas vezes fatais, ônibus superlotados e sem manutenção adequada. Além disso, sem o aumento da frota e com um trânsito cada vez mais caótico, os motoristas são pressionados a cumprir horários apertados, a mando da URBS, de modo que colocam em risco a segurança dos usuários, ciclistas e pedestres.
Diante desta situação, o Movimento Passe Livre, no dia 6 de Março, esteve presente no Marco Zero da cidade, praça Tiradentes para denunciar as dezenas de mortes acontecidas nesses dois primeiros meses de 2012. Criticou o aumento da tarifa para R$ 2,60 – fator responsável pela massiva evasão escolar e segregação populacinonal – e exigiu passe livre universal para todas as pessoas.
A manifestação contou com estudantes universitários tanto da UFPR quanto da PUC, secundaristas, desempregados, trabalhadores e usuários do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana. O que se via era a força de uma bandeira de luta que uniu vários grupos atingidos pela lógica do lucro empresarial, que explora o transporte coletivo. Estreitaram-se laços de solidariedade entre os manifestantes, que eram identificados pelas falas calorosas no megafone contra a medida autoritária sem a consulta popular devida.
O ato teve duração de três horas onde mais de dois mil panfletos foram distribuídos, acompanhados de conversa e debates com a população. Faixas, bandeiras, cartazes e membros do corpo humano artesanalmente confeccionados denunciavam a fatalidade dos acidentes e a escolha dos políticos locais pelo lucro empresarial em detrimento do conforto, segurança, pontualidade e tarifa justa.
O movimento, ao encerrar o protesto, convidou todas as pessoas interessadas na luta contra o reajuste abusivo da tarifa do ônibus para a construção das próximas ações que devem acontencer ao longo do ano.
sábado, março 10, 2012
"A luta é de todos"

O panfleto acima tem circulado nos últimos dias, na cidade de Curitiba. Apesar de ter o nome do Movimento Passe Livre(MPL) Curitiba, o endereço do blog e nosso e-mail de contato (mplcuritiba@riseup.net), não somos nós os autores da ação. Ficamos felizes que outras pessoas estão interessadas na luta pelo transporte coletivo público e gratuito, que é de todos e não se restringe a um grupo. A iniciativa de espalhar a ideia e discutir com outras pessoas é igualmente louvável.
Porém, gostaríamos de esclarecer que, além do texto não ter sido redigido pelo MPL, ele passa uma ideia errada sobre nossa organização. Somos um movimento horizontal, o que significa que as decisões são tomadas coletivamente pelas pessoas que o compõem, sem a existência de hierarquias. Como podem perceber, essa forma de organização é completamente oposta ao que faz parecer o panfleto citado (sic “qualquer um pode tomar uma atitude revolucionária em nome do movimento sem dar satisfação”). Na verdade, justamente por sermos um coletivo horizontal, qualquer atitude em nome do movimento deve ser consenso de todos os seus membros.
Para completar, lembramos que nossas reuniões acontecem sempre nos sábados e a participação é aberta, basta mandar um e-mail (mplcuritiba@riseup.net) manifestando interesse.
segunda-feira, março 05, 2012
Manifestação!

O MPL-Curitiba alerta há mais de um ano sobre a relação entre os acidentes de trânsito com transporte coletivo e a pressão para aumentar a velocidade do sistema. Os acidentes são o resultado da escolha, feita pela prefeitura e URBS, em dar preferência ao lucro dos empresários. Investir no transporte coletivo para as pessoas, significaria melhorar tanto a infraestrutura quanto o próprio serviço, já que hoje é impossível escapar, por exemplo, dos congestionamentos ou da superlotação.
Neste panorama, temos visto incontáveis farsas. Os 557 ônibus novos, que são largamente propagandeados, não são mais que reposição dos antigos, que geravam custos de manutenção para as empresas. Não houve, portanto, aumento real da frota, apenas substituição parcial. Além disso, a greve do transporte tem sido usada como justificativa para o aumento da tarifa, enquanto o acordo negociado com o sindicato serve de trampolim eleitoral para o atual prefeito. No outro lado desse jogo perverso, o trabalhador do transporte coletivo vive um estresse diário para cobrir um horário que, em vista do crescente tráfego de veículos, beira o impossível. Vítima dessa pressão, é obrigado a aumentar a velocidade do coletivo e a dirigir agressivamente, o que fatalmente resulta nos acidentes que já tem se tornado comuns em Curitiba.
É por isso que MPL-Curitiba, no dia 6/3/2012, fará, na praça Tiradentes, às 18h, um ato para mais uma vez denunciar o descaso com a vida dos usuários, o preço abusivo das tarifas e o novo TARIFAÇO.
Passe Livre Já!
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Greve de ônibus: LOCKOUT eleitoreiro ou tarifaço à vista?

Mesmo em total apoio aos trabalhadores, é preciso atentar para o fisiologismo existente entre o SINDIMOC (sindicato dos trabalhadores) e SETRANSP (sindicato patronal). As greves, apesar de terem um embasamento legítimo, normalmente são articuladas em conjunto com os empresários, que, através do jogo político chamado LOCKOUT*, arquitetam uma greve "catalizadora" de lucros em sentido único: público para o privado.
1) O empresário quer aumentar a tarifa de ônibus e para isso precisa de uma justificativa;
2) Vem a conversa com o sindicato dos trabalhadores, para que uma greve (normalmente, somente ameaça de greve) deflagre no momento propício (o carnaval, além de ser uma data desmobilizadora, é exatamente o prazo mínimo para novo reajuste de tarifa, segundo a licitação fraudulenta que está em voga);
3) Com a greve ou ameaça de greve, a opinião pública é sensibilizada;
4) O empresário reajusta minimamente o salário do trabalhador e aumenta a tarifa como bem entende;
5) Com a opinião pública já apaziguada, a urbs (que, nem é preciso falar, age ao lado dos interesses privados) joga a culpa do alto preço da tarifa no trabalhador do transporte coletivo. No fim das contas a empresa sai ganhando e a greve dos trabalhadores ganha a antipatia da população.
Com isso, o benefício que deveria ser da população é drenada aos empresários. Cria-se uma situaçã
Porém, não podemos esquecer que o lockout também pode ser usado como estratégia eleitoral. Esse ano, por exemplo, Curitiba passará por eleições municipais. É provável que Richa e Ducci freiarão o aumento da passagem através de manobras municipais ou do subsídio
É por isso que entendemos que esse é um momento único para que a greve patronal seja revertida em greve classista. A classe trabalhadora deve se apoiar para pressionar a classe dirigente; em termos de greve, essa união deve começar pelo ROLETAÇO ou CATRACA LIVRE já ocorrente em outras cidades como por exemplo Teresina. Nesse tipo de greve, os trabalhadores transportam as pessoas sem cobrar nada por isso, mantendo as portas de saída dos ônibus abertas para que a população entre. Aí sim, quem sofre a pessão são os exploradores, não a população. A
união entre todos os trabalhadores e cidadãos em geral é o maior temor da classe hegemônica!- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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*Lock out = Paralisação das atividades da empresa por determinação do empregador, que, visando exercer pressões sobre os trabalhadores, utiliza do seu poder econômico para frustar negociação coletiva ou dificultar o atendimento das reivindicações coletivas.
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Nota a Bandnews: a falsa guerra entre usuário, motorista e ciclista
A falsa polêmica entre motoristas de ônibus, usuários e ciclistas
contrato implantado prevê aumento na velocidade média dos ônibus em meio urbano. Não é de se espantar que tal fato vem provocando um aumento de acidentes com o transporte coletivo na cidade. Esses acidentes envolvem não só ciclistas, mas também pedestres, motociclistas e até usuários de automóveis.Mesmo assim, a máfia do Transporte Coletivo Modelo vende o aumento de velocidade como chave da eficácia do sistema, impondo ao motorista velocidades médias maiores, sob pena de multas e descontos em seus salários. O resultado é uma viagem cheia de solavancos e reclamações de usuários, quando não desemboca em acidentes.
O lucro ou as pessoas?
Por trás do dis
não há necessidade de investimento em aumento da frota ou na contratação de novos trabalhadores para operar o sistema e, assim, o lucro só continua a subir.
Alguém pode contra-argumentar imediatamente: “Como assim? Curitiba recebeu 554 ônibus novos!” O que ocorreu, na verdade, foi uma substituição de frota. Ônibus sucateados, que possuíam excessivo custo de manutenção, foram substituídos por ônibus novos. Os velhos, em estado precário, geralmente são passados para o interior do estado, servindo a cidades menores ou ao transporte escolar rural, capilarizando a dominação da máfia para o interior do estado. Não por acaso, atualmente há uma pressão das prefeituras do interior para aumentar a remuneração para estes serviços.
[sobre a expansão/ interiorização da máfia, veja http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1218790&tit=Transporte-escolar-pode-parar-na-Justica]
A ameaça chamada bicicleta vai pra baixo do busão
Para resolver o problema do déficit de ciclovias e proteger a máfia do transporte coletivo modelo dos processos de responsabilidade civil, o braço legislativo da máfia, na câmara de vereadores, criou uma lei proibindo os ciclistas de utilizar a canaleta. Essa medida não é para proteger o ciclista, mas para isentar o empresário. Para preservar o ciclista, é necessário mais vias cicláveis. Como dissemos e repetimos, a legislação municipal é construída para excluir quem não alimenta o capital. O ciclista que ousa expor-se para colaborar para uma cidade mais limpa e acessível estará por sua conta e risco, enquanto a máfia do transporte coletivo modelo estará protegida pela lei.
Recentemente, uma ciclovia foi feita no Boqueirão, margeando a canaleta. Porém, nota-se claramente que a obra eleitoreira serve apenas para beneficiar empreiteiras e cumprir com o marketing da cidade modelo, mesmo que sua estrutura seja mal feita e extremamente perigosa.
Povo X povo: quem ganha é a máfia do transporte
Infelizmente, a falta de uma visão política mais aprofundada acaba
alimentando uma falsa polêmica entre ciclistas, usuários de ônibus e trabalhadores do transporte coletivo. Porém, o verdadeiro conflito não é entre eles, mas entre eles e a máfia do transporte coletivo modelo. O cicloativista deve perceber que a cidade modelo de exclusão lhe afeta e coloca sua vida em risco, da mesma forma que os trabalhadores do transporte devem denunciar o nível de exploração a que estão sujeitos, aliando-se aos movimentos populares. Promover a falsa guerra de trabalhador contra trabalhador é uma velha estratégia da classe dirigente, que ainda é bem alimentada nos dias de hoje.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Repressão dos protestos contra o aumento das passagens em Recife. Eduardo Campos (PSB), em qual grande político o senhor se inspira: Médici ou Mussoli
Essas imagens com pessoas desarmadas, com as mãos para cima e de joelhos diante do batalhão de choque armado até os dentes e pronto para atacar deixam claro quem pratica a violência e quem é refém dela. Não está na hora de inverter essa lógica?
Por Revocultura
O céu do Recife amanheceu nublado, anunciando o golpe que os empresários e políticos tramavam dar no bolso da população. Estudantes e trabalhadores se organizavam para defender os seus direitos básicos de sobrevivência em uma cidade construída historicamente pelas elites da oligarquia rural e pelo empresariado subalterno aos interesses internacionais.
Naquela mesma manhã, os primeiros raios de sol refletiam as múltiplas cores do povo em resistência, se concentrando na frente do ginásio pernambucano no bairro da Boa Vista. Apesar de a população, em sua maioria, ainda desconhecer os planos do Consórcio Grande Recife para tolher ainda mais o direito de ir e vir, já saldava com palmas e papel picado a ação dos indignados na Avenida Conde da Boa Vista.
Era clara a proposta daqueles que protestavam na manhã da última sexta-feira: denunciar a estrutura antidemocrática do Consórcio Grande Recife e dialogar com o conjunto da população. No entanto, a brutalidade do batalhão de choque da Polícia Militar os interrompeu numa tocaia na Avenida Martins de Barros. Mesmo com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, alguns poucos ousaram resistir com pedras, mas a maioria acabou dispersa, talvez devido à própria inexperiência da juventude em confrontos desse tipo. Afinal, não existe uma cultura de protesto de rua na capital de Pernambuco.
A pele fervia, os olhos ardiam e os ouvidos zuniam nas margens do rio Capibaribe, palco de tantas lutas populares. Alguns tinham as costas ou os braços feridos pelas balas de borracha atiradas arbitrariamente pelo batalhão de choque, infelizmente sem qualquer iniciativa mais agressiva por parte dos que compunham o protesto. Pequenos grupos dispersos corriam pelas ruas magras da Boa Vista, a fim de se reunir em um local mais seguro, ironicamente longe daqueles que, em tese, deveriam nos proteger — o que só nos confirma que segurança nada tem a ver com polícia.
Depois de desencontros, todos voltam a se encontrar na Faculdade de Direito do Recife (FDR), onde o batalhão de choque não poderia entrar, visto que é um espaço sob jurisdição federal. Decidiu-se que fecharíamos a Rua Princesa Isabel e usaríamos a Faculdade como ponto de apoio, caso a polícia voltasse a nos atacar. Então voltamos às ruas com nossos batuques, gritos, corpos e rostos, cobertos ou não. Um menino de rua que cheirava cola gritava “R$ 2,15 é um assalto, meu nome é Zé Pequeno, porra!”, e, com o rosto coberto, fazia agora questão de ser anônimo. Alguns estudantes permaneceram o ignorando, mas alguns o olhavam com admiração, como se a máscara lhe desse uma identidade ou importância.
Em certo momento, todos ajoelharam com as mãos para cima diante de policiais com escudos e cassetetes. Havia medo e apelo para que o batalhão de choque não voltasse a agredir os manifestantes. Logo veio o aviso de que, caso a rua continuasse sendo fechada, a polícia iria agir, pois era essa a ordem de cima: defender os interesses da população recifense, evitando, a todo custo, qualquer transtorno no trânsito. Discurso frágil, se pensarmos no que realmente interfere, diariamente, no direito de ir e vir das pessoas: o preço das passagens de ônibus.
Ordem dada e não atendida, o batalhão de choque encurralou os manifestantes e, encarnando o governador Eduardo Campos (PSB), atirou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha dentro da FDR com o claro objetivo de intimidar a população que ali estava acuada. Os manifestantes procuraram, na FDR, o mínimo de proteção possível, acreditando que uma universidade federal tinha autonomia o suficiente para não ser alvo da repressão estatal. No entanto, o que vimos e ainda vemos é a Faculdade ser alvo da repressão truculenta do batalhão de choque, tendo sua diretoria ou a própria reitoria sequer dado qualquer depoimento a respeito disso.
Novamente, algumas pessoas se feriram e outras foram presas. Um policial alegou que uma manifestante estava sendo detida por usar uma máscara e fazer parte de um suposto grupo de infiltrados. Que Estado democrático é esse que não tolera o anonimato enquanto autodefesa e resistência, mas o promove diariamente ao despersonalizar as pessoas e tratá-las como meros consumidores sem desejos, identidade ou convicções próprias? Foi preciso que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e uma representante do Ministério Público chegassem à FDR para garantir a integridade física dos manifestantes e a retirada dos mesmos do local sem que fossem detidos.
Diante de todo esse contexto indignante, é preciso frisar que a polícia, por mais que pareça e seja naturalmente violenta, segue ordens, e essas são dadas pelo governador do estado com o apoio de sua Base Aliada (partidos que fazem parte do governo). Foi a ordem vinda do governo e dos partidos, que dizem representar as pessoas, que levou a pânico os manifestantes: estavam sitiados! Muitos jovens puderam experimentar uma aula viva sobre a ditatura militar, realidade essa, até o momento, pouco compreendida por meio de livros de História.
Eduardo Campos, cego por sua esplendorosa aprovação enquanto governador, não contém esforços para garantir o “progresso” do estado, que para ele se traduz no avanço econômico, criação de riquezas e acúmulo de capital, estando tudo isso à frente do bem estar de todos os indivíduos. Para garantir um crescimento econômico, além de sugar ao máximo as sofridas gotas de suor de cada sujeito, o governador cobre um Estado totalitário com o manto do progresso, reprimindo qualquer fagulha de um desejo individual que se mostre por uma coletividade. Assim, reprime violentamente greves que atravancam a produtividade e não economiza forças para suprimir qualquer manifestação de insatisfação. Sujeitos apáticos e que sirvam de mercadoria: é isso que se quer não só para o governo de Eduardo Campos, mas para todo e qualquer Estado falsamente democrático. Os indignados devem ser exterminados.
Para isso, o Estado se utiliza não apenas da violência policial, mas também de uma força simbólica, tendo sua ordem apoiada pela mídia corporativa, a qual, infelizmente, ainda forma a opinião de grande parcela da população. Nas matérias da TV Tribuna e da Globo sobre os protestos fica clara a idéia de que o batalhão de choque precisou usar de uma força a mais para conter o tumulto e os excessos dos estudantes. Um dos vídeos indicados abaixo é de um momento pouco antes de todos correrem para dentro da Faculdade e o batalhão de choque ter lançado bombas de “efeito moral”, atirado com balas de borracha e lançando gás lacrimogêneo e spray de pimenta nos manifestantes; tudo isso num espaço federal e que, em tese, não pode ser ocupado pela “força” estadual.
Se o Estado — representado pela polícia — reage violentamente a momentos como esse no vídeo que segue; e a mídia, de certa forma, apóia a repressão, considerando-a uma mera reação aos estudantes-vândalos, não é legítimo questionar essa mídia, essa polícia, esse Estado, essa conjuntura e, principalmente, essa estrutura que estamos inseridos? E como questionar tudo isso? Apertando um botão e votando numa direita ou “esquerda” tradicional cujo único interesse é ter poder? Desfilando nas ruas até cansar, voltar para casa e esperar que as pessoas se desmobilizem? Fechando a rua e sendo reprimido, de maneira desproporcional, com bala de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo?
O Estado não nos permite sequer ocupar as ruas, o Estado não é pacífico e não tem nada a ver com bem estar. O Estado bateu de frente, de maneira violenta e covarde, com aqueles que diz representar. E agora? Não está na hora de rever o que é resistência e superar esse heroísmo pacífico e inútil que, redundantemente, não leva a nada? Como atender ao pedido de paz de um Estado que, além de não garanti-la no dia-a-dia, se contradiz ao usar de artifícios violentos que ele próprio condena? Até quando vamos ficar estagnados nesse discurso pacifista do auto-sacrifício, que não traz resultados?
Essas imagens com pessoas desarmadas, com as mãos para cima e de joelhos diante do batalhão de choque armado até os dentes e pronto para atacar — como aconteceu em seguida —, já não deixam suficientemente claro quem pratica a violência diária e pontual e quem é refém dela? Não está na hora de inverter essa lógica?
Vamos resistir com máscaras e com novas possibilidades de mobilização e ação. No protesto de amanhã, 23/01/12, não confundamos a resistência do oprimido com a violência do opressor!
fonte: passapalavra
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Estudantes contra reajuste nas tarifas dos ônibus em Vitória
Os estudantes confirmaram a realização de uma passeata em forma de manifestação contra o aumento na tarifa dos ônibus, em Vitória, para a tarde desta quinta-feira (19).
Segundo um dos representantes do grupo, Walmir de Andrade, a concentração está marcada para acontecer a partir das 17 horas, na Ponte da Passagem, em Vitória. O destino da passeata do grupo ainda não foi definido.
Uma assembleia foi realizada pelos estudantes na Escola Aristóbulo Barbosa Leão, em Vitória, na noite de quarta-feira (18), onde os destinos e organização dos protesto foram definidos.
Vários grupos dos Setores da Sociedade Civil Organizada estiveram presentes na reunião e, segundo Walmir, o grupo chegou a um acordo. “Nós chegamos a um consenso de que a luta contra o aumento nas tarifas dos ônibus não é só nossa, mas sim de toda a sociedade civil organizada, que luta pelos direitos do povo”, declarou.
Outras duas assembleias já foram agendadas pelo grupo. Nas ocasiões, os estudantes vão definir os representantes das comissões do movimento. A primeira reunião está prevista para acontecer no próximo sábado (21), a partir das 15 horas, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Já a segunda reunião está marcada para acontecer na próxima segunda-feira (23), a partir das 18 horas, na Escola Aristóbulo Barbosa Leão, em Vitória.
Relembre o caso
Na quarta-feira (11), duas manifestações foram realizadas pelos estudantes. Pela manhã, eles fecharam as Avenidas Jerônimo Monteiro e Getúlio Vargas, no Centro da capital capixaba, em frente ao Palácio do Governo do Estado. Um coletivo do sistema Transcol foi incendiado.
Os manifestantes entraram em confronto com policiais militares da cavalaria e do Batalhão de Missões Especiais (BME), que usaram bombas de efeito moral. Dois estudantes foram detidos, entre eles o filho do promotor de Justiça Saint'Clair Nascimento Júnior.
Após a dispersão, a pista foi liberada para os veículos nos dois sentidos e os manifestantes seguiram em protesto até a Avenida Fernando Ferrari. O trânsito no local foi desviado e os motoristas passaram por vias alternativas nos bairros Jardim da Penha e Avenida Adalberto Simão Nader, em Goiabeiras. Com isso, o protesto perdeu o sentido, já que não havia mais fluxo de carros na via.
Na quinta-feira (12), cerca de 100 estudantes realizaram uma nova manifestação. Eles se reuniram na Ponte da Passagem e seguiram pela Reta da Penha até a Praça do Pedágio da Terceira Ponte Porém, antes mesmo de eles chegarem, a Rodosol já havia liberado as cancelas para os motoristas.
A manhã de sexta-feria (13) foi de caos no trânsito em vários pontos de Vitória e de municípios vizinhos. Logo no início do dia, a Polícia Militar interditou a Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, com o intuito de desviar o trânsito para a realização do protesto dos estudantes. Segundo a polícia, a interdição foi realizada para manter a integridade e a segurança da população e dos estudantes e, além disso, manter o trânsito fluindo, mesmo que lento.
Os manifestantes chegaram a bloquear completamente o trânsito na altura da Curva do Saldanha, o que provocou um longo congestionamento nos dois sentidos da via. Em seguida, eles seguiram com o protesto pela Avenida Vitória.
Os manifestantes reivindicam alguns pontos que, segundo eles, foram acordados para a suspensão do movimento no ano passado e não foram cumpridos. "O Governo fez alguns compromissos com os estudantes e não cumpriu. Eles são a instalação do aquaviário, que seria já neste ano e vimos na mídia que será ano que vem e também não fomos incluídos na comissão tarifária. Além disso, não fomos consultados sobre o aumento tarifário deste ano", disse Gustavo de Biase.
Ainda, o lucro acima das vidas
Idosa é atropelada por ônibus na Praça Tiradentespor| Fernanda Trisotto
Acidente ocorreu por volta das 15 horas; vítima ficou com as pernas presas embaixo do veículo. Um homem também foi atropelado próximo ao Terminal Guadalupe
Dois casos de atropelamento foram registrados na tarde desta terça-feira (17) em Curitiba. Em um deles, uma mulher de 76 anos foi atropelada por um ônibus ligeirinho na Praça Tiradentes, por volta das 15 horas. A idosa ficou com as pernas presas pela roda do veículo e era atendida pelo Corpo de Bombeiros por volta das 15h40.
A mulher foi atropelada em frente à loja Pernambucanas, onde já foi registrado um grave acidente envolvendo um ônibus ligeirinho em 2010. A idosa foi levada para o Hospital Evangélico, onde recebe atendimento médico. Segundo o hospital, seus estado é instável e inspira cuidados, por conta das fraturas e da idade da mulher. Ela já fez uma bateria de exames e deve passar por cirurgia ainda nesta terça.
Outro caso foi registrado em frente ao Terminal Guadalupe, no cruzamento das ruas André de Barros e João Negrão. Um homem foi atropelado por volta das 15h15. Ele estava consciente e recebia atendimento dos bombeiros. O homem foi encaminhado para o Hospital Cajuru com ferimentos leves.
Não houve bloqueios no trânsito por causa dos acidentes, de acordo com a Setran. Agentes de trânsito estão nos locais orientando os motoristas.quarta-feira, janeiro 18, 2012
Reajuste salarial pode impactar na tarifa de ônibus em Curitiba
Publicado em 10/01/2012 | Chico Marés
As negociações entre sindicatos, empresas de ônibus e a Urbanização de Curitiba (Urbs) para o reajuste dos salários de motoristas e cobradores devem começar hoje, e podem ter impacto no preço da passagem de ônibus na capital paranaense. De acordo com o presidente da Urbs, Marcos Isfer, a decisão de quanto serão os vencimentos dessas categorias é o que falta para a definição da tarifa técnica da passagem de ônibus em Curitiba, que deverá ser reajustada em fevereiro. A fixação dos novos salários justificaria um aumento no preço das passagens em Curitiba.
A tarifa técnica é a base de referência tanto para a remuneração das concessionárias quanto para o estabelecimento do preço da passagem, baseada no custo médio de cada ônibus dividido pelo número médio de passageiros pagantes. Segundo o contrato das empresas com a Urbs, ela pode ser reajustada anualmente. Nos últimos dois anos, a correção foi feita em fevereiro. Hoje, ela é de R$ 2,56 – R$ 0,06 acima do preço da passagem.
Valor
Índice de usuários em queda livre
Variável importante no custo da passagem, o índice de passageiros por quilômetro (IPK) caiu muito entre 1994 e 2012. Esse índice chegou a estar em 3 passageiros por quilômetro, em 1995, de acordo com dados da Urbs. Entretanto, no final dos anos 90, o IPK caiu bruscamente: houve aumento na quilometragem rodada pelos ônibus, mas não no número de passageiros. Com isso, ele chegou a 1,93 em 2003. Depois disso, esse número se manteve relativamente estável, chegando a 2,05 em 2011.
Essa queda é um dos motivos pelos quais o preço da tarifa em Curitiba cresceu acima da inflação entre 1994 e 2011. Segundo o INPC, a inflação do período, que é índice usado pela Urbs nos reajustes das tarifas, foi de 292%. Entretanto, as passagens subiram de R$ 0,40 para R$ 2,50, um crescimento de 525%. Isso significa um aumento real de quase 60% – diferença bastante significativa para o bolso do curitibano.
Em setembro do ano passado, a Gazeta do Povo divulgou que esse valor poderia chegar a R$ 2,68, segundo dados do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp)– um crescimento de 4,6%. Entretanto, a assessoria do sindicato negou a informação e disse que o órgão só vai se pronunciar sobre esse assunto depois que a Urbs se manifestar oficialmente.
A primeira reunião para discutir o reajuste dos servidores da área será na tarde de hoje. Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sismoc), Anderson Teixeira, o sindicato pedirá recomposição de 40% nos salários da categoria. O vencimento dos servidores é a variável que mais influencia no preço da tarifa. Segundo dados da Urbs, o custo da mão de obra equivale a 42,7% do valor da passagem.
O aumento da tarifa técnica, entretanto, não representa necessariamente uma passagem mais cara. Esse valor determina o quanto a Urbs repassa às empresas concessionárias por passageiro pagante transportado. Ou seja: atualmente, para cada passageiro que entra em um ônibus, a Urbs recebe R$ 2,50 e repassa R$ 2,56.
Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) Sandro Silva, a decisão de se aumentar o preço da passagem é mais política do que técnica. De acordo com ele, o poder público poderia subsidiar a diferença entre as duas tarifas e, inclusive, reduzir o custo das passagens.
Um exemplo são as isenções dadas a diversos tipos de passageiros, como funcionários dos Correios e militares. Na prática, quem paga essa isenção é o usuário comum, já que eles geram um custo para as empresas, mas não pagam suas passagens. Silva afirma que, se o poder público subsidiasse essas viagens, seria possível reduzir o preço sem criar um desequilíbrio do sistema.
Entretanto, se não houver subsídios, uma tarifa técnica muito acima do preço da passagem pode desequilibrar as contas da Urbs, o que causaria um impacto negativo no futuro, como um crescimento mais acentuado no valor da passagem. “Quanto mais tempo passa com essa diferença, maior o impacto lá na frente”, alerta Silva.
Número de passageiros e quilômetros rodados
A tarifa do ônibus de Curitiba é definida com base no valor da tarifa técnica, um cálculo que determina o custo de cada passageiro pagante para o sistema. Esse número é obtido pelo custo do quilômetro rodado pelos ônibus da capital dividido pelo índice de passageiros por quilômetro (IPK), que é a média de passageiros pagantes que circulam em cada ônibus por quilômetro rodado.
Nos dados utilizados pela Urbs como base para o preço atual, o custo médio por quilômetro na capital é de R$ 5,27. Esse custo varia de acordo com o modelo do ônibus. Um micro-ônibus especial, por exemplo, tem o custo de R$ 3,73, enquanto um biarticulado tem um custo bem mais alto, de R$ 9,73. Entretanto, isso não significa que no veículo mais barato o custo-benefício seja maior, já que os veículos maiores transportam mais passageiros.
Já o IPK é calculado a partir da média de passagens pagas mensalmente dividida pela quantidade de quilômetros percorridos de todos os ônibus da frota somados. Segundo dados da Urbs, em fevereiro de 2011, 25,8 milhões de bilhetes eram pagos mensalmente em Curitiba, enquanto a frota rodava 12,5 milhões de quilômetros por mês. Com isso, o IPK ficou em 2,05. Portanto, o valor calculado pela Urbs como a tarifa ideal era de R$ 2,56 – a divisão do custo por quilômetro pelo IPK.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sandro Silva questiona os parâmetros usados pela Urbs e pelas empresas para calcular esse valor. Para ele, muitos dos dados que influenciam esse valor, como o consumo de diesel e de pneus, estão defasados. Se corrigidos, a tarifa poderia ser mais barata.
Fonte: Gazeta
domingo, janeiro 08, 2012
Protestos contra reajuste reacendem a ditadura!
Enquanto em Curitiba é aguardado o reajuste da tarifa, que segundo consta no contrato licitatório, é legal a apartir de Março, em Teresina a população ganha as ruas há mais de 3 meses!
No início das manifestações uma mutidão de quase 10mil pessoas conseguiram garantir que o prefeito de Teresina, Elmano Ferrer congelasse, pelo menos por um bom tempo, o preço da passagem de ônibus em R$ 1,90. O reajuste vem sendo solicitado pelo Sindicato dos Transportes Urbanos-SETUT (que representa os empresários da área de transportes) desde o primeiro semestre de 2011. A Prefeitura de Teresina só cedeu agora no início do ano novo, justamente no período em que os estudantes, que mais participam do movimento, estão de férias.
MOVIMENTO FEZ FOI AUMENTAR
Esperava-se que, assim como na segunda-feira, o movimento '#ContraOAumento - Parte II' fosse com pouca participação popular. Mas não foi o que ocorreu. Uma quantidade de pessoas razoável apareceu e foi o suficiente para incomodar a PMT e o SETUT, que já acionaram a Polícia. Por volta das 14h30 um grande número de policiais do RONE e até seguranças de uma empresa particular apareceram e tentaram controlar o movimento.
A DIDATURA DE FORMA CLARA
Contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal-STF de garantir a livre expressão à voz das minorias com o pleno direito de se fazer ouvir sem estar sujeita à repressão da lei ou daqueles que fiscalizam o cumprimento desta. Mesmo que as causas defendidas pelas minorias não esteja de acordo com a lei vigente.
Fatos repressivos financiados pela rede empresarial do sistema de transportes utiliza a Tropa de Choque da Polícia Militar contra minorias que não aceitam os demandos da máfia do transporte coletivo da região. O confroto covarde utilizar de ações de tortura (spray de pimenta e tiros com balas de borracha) já condenados em vários países civilizados.
Oito pessoas foram presas pelos policiais que faziam a segurança no local. Três foram identificados apenas como Deolindo, Alex (da UMES) e Samuel (do DCE da UFPI). Eles se juntaram ao movimento agora chamado de '#ContraOAumento - Parte II', lembrando o protesto que fizeram em setembro do ano passado.
CLIMA E TERRORISMO
A gritaria é grande e o clima é terorismo provocados pela Tropa de Choque no local. Balas de borracha para 'efeito moral' foram disparadas. Os tiros e as prisões não param e cada vez mais os manifestantes partem para o confronto, com apitos na boca e gritos de ordem. Mais cedo, quando do início do movimento, guardas da Strans chegaram ao local da movimentação para multar um carro de som. Estavam acompanhados de policiais da Tropa de Choque e serviu só para aumentar a intensidade do protesto e a repressão aos populares desarmadaos.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO E A DEMOCRACIA
Em Teresina vimos o Governo voltando-se contra minorias para promover o bem estar de empresarios locais. Os representantes eleitos e o Ministério Público apesar de reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a idéias, dados e opiniões não sujeitos a censura, estão omissos aos atos de tortura e de censura impostos de forma covarde pela Tropa de Choque contra as minorias locais que são obrigadas a utilizar da Rede de Transporte Coletivo para se deslocar dentro do perimetro urbano.
Dos meios de comunicação da região apenas o portal www.180graus.com está mostrando as agressões de forma imparcial e dinamica, furando assim os atos de repressão imposto pela Polícia local.
A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal do Brasil de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático. Quando a liberdade de expressão começa a ser cerceada em determinado Estado, a tendência é que este se torne autoritário. A liberdade de expressão serve como instrumento decisivo de controle de atividade governamental e do próprio exercício do poder. O princípio democrático tem um elemento indissociável que é a liberdade de expressão, em contraposição a esse elemento, existe a censura que representa a supressão do Estado democrático. A divergência de idéias e o direito de expressar opiniões não podem ser restringidos para que a verdadeira democracia possa ser vivenciada.
É necessária a intervenção urgente dos representantes eleitos e Ministério Público de todas as instancias, bem como, a chegada observadores internacionais da Liga Sulamericana para acompanha o processo até o final de todo o processo.
fonte: CMI
quarta-feira, novembro 16, 2011
A confusão urbana, acima e abaixo do solo
São Paulo, por exemplo, já tem um dos mais baixos índices de mobilidade urbana no País (Mobilidade Brasil, 14/10), pior que os de todas as cidades maiores, onde as questões já são graves. Uma das razões decorre de a frota de coletivos estar estagnada há anos, enquanto a população aumenta e sobe o número de automóveis. No Recife, onde a frota de veículos se aproxima de 1 milhão, um deslocamento de 22 quilômetros em transporte público leva duas horas. Em Goiânia (O Popular, 15/10), a velocidade média da frota de ônibus caiu 28% em três anos, para menos de 20 quilômetros por hora. Nesse período, a frota de automóveis e motocicletas na cidade cresceu 75%. E ainda há incentivos fiscais para a compra de veículos novos.
Também contribui para o drama dos transportes o fato de a rede ferroviária nacional responder hoje por menos de 30% do transporte de cargas - inclusive por causa do sucateamento a que foi submetida em parte, após as privatizações.
Com isso é cada vez maior o transporte por caminhões, ajudando a atravancar o trânsito das cidades: em nove meses deste ano, o licenciamento desse tipo de veículo aumentou 15,9%, segundo a Anfavea (Estado, 16/10), e chegou a quase 130 mil unidades. Mas a frota, na média, ainda é muito antiga (média de 22 anos) e contribui fortemente, por esse motivo, para a poluição do ar urbano.Quem acha que motos são um complicador no trânsito se assusta ao saber que suas vendas superarão as de automóveis em 2012 e que em dez anos haverá mais motos que carros nas ruas, segundo o Ipea (Estado, 26/5). Lembrando que uma moto pode emitir até 40 vezes mais poluentes que um automóvel e que esses veículos já são responsáveis pelo maior número de mortes em acidentes.
Nem mesmo caminhos legais são aproveitados para enfrentar questões da mobilidade e da poluição. Na cidade de São Paulo, 30% a 35% dos carros e motos estão em situação irregular e poderiam ser retirados das ruas. Mas apenas 100 mil estão apreendidos. O vice-governador Afif Domingos, segundo quem "a mobilidade em São Paulo é zero" (Estado, 21/2), promete que em dois anos serão implantadas "desmontadoras" para enfrentar o problema. Como? E até lá?
Chega-se aos combustíveis, com a redução do etanol na mistura com gasolina de 25% para 20% - o que aumentará a poluição do ar -, mesmo com o Brasil agora importando etanol de milho dos EUA. Nossos produtores de etanol responsabilizam por isso a política de energia,
Por aí entra mais um ângulo das relações com as políticas urbanas. Segundo a Cetesb, 11 de 14 regiões da cidade apresentaram padrões inadequados de poluição, principalmente material particulado. Na Grande São Paulo, a qualidade do ar foi considerada imprópria em 259 dias de um ano. As emissões de dióxido de carbono entre 1990 e 2008 no Estado de São Paulo aumentaram 58% (Estado, 26/4), passaram de 60,7 milhões de toneladas anuais para 95,7 milhões, e os veículos respondem por quase metade do aumento. Em um único ano os veículos emitiram 14,1 milhões de toneladas, mais que a indústria (13,4 milhões de toneladas). Registraram-se índices 392% mais altos que os recomendados pela Organização Mundial da Saúde (Estado, 1.º/8). No ano que vem entra em vigor resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que pretende baixar o nível tolerável de enxofre para um décimo do atual. Será cumprida?
Nossas grandes cidades, em meio a tudo isso, ainda vivem atormentadas por enchentes, que também nos levam ao andar de baixo e aos problemas que ali estão. Este jornal informou (16/10) que sob as calçadas paulistanas estão 115 mil quilômetros de tubulações (quase três vezes e meia a volta à Terra), incluindo redes de água e esgotos (34 mil km), 4.700 km da rede de gás, 38 mil km da rede telefônica, 2,7 mil da energia elétrica, 1,5 mil das telecomunicações, etc. Dividem o espaço com 9,2 milhões de passageiros que usam o transporte subterrâneo. Cáspite!
Muitos administradores repetem (sem dar consequência) a frase dita há muito tempo por um sociólogo: o Estado tornou-se pequeno para resolver os megaproblemas de hoje; e, grande demais, não consegue chegar perto das questões que afligem o cidadão comum no seu cotidiano. É isso aí.
quinta-feira, novembro 10, 2011
EXTRA! EXTRA! Entrevista com General sobre ocupação da USP!

quarta-feira, outubro 26, 2011
Hoje é o Dia Nacional do Passe Livre
Hoje é o dia Nacional de Luta pelo Passe Livre e TARIFA ZERO!Essa semana o MPL Curitiba tem realizado mesas, debates, mostra de filmes, manifestações em terminais populares do ônibus, oficinas, formação política em geral para toda a população.
É um esforço que traz a continuidade histórica das lutas pelo transporte na cidade.
Exatamente hoje estaremos no terminal do Guadalupe, bem no centro da cidade, para veicular
materiais relacionado com a gratuidade no transporte coletivo, iremos exibir filmes relacionados com a luta feita em torno do reajuste da tarifa, CONTRA O TARIFAÇO, documentários da luta em outras cidades pelo país e América Latina e dabater com a população a Tarifa Zero no transporte coletivo em Curitiba.
26 de Outubro no Terminal Guadalupe às 18h.
Some-se a essa luta também!
AMANHÃ VAI SER MAIOR!!!
segunda-feira, outubro 24, 2011
domingo, outubro 16, 2011
26 de outubro - Dia Nacional de Luta do Passe Livre
- a imensa verba (1Bi) "doada" pela união mais a aplicação de recursos próprios do município e ainda o endividamento do público, tudo em prol do METRÔ, projeto decidido SEM PARTICIPAÇÃO POPULAR (o CMT- conselho municipal de transporte, além de ilegítimo, é inoperante). Investigar ainda os reais beneficiários e protagonistas, quais sejam multinacionais fornecedoras de componentes da indústria ferroviária, mega-empreiteiras, indiretamente a indústria automobilística e estruturas de poder locais, nacionais e internacionais.
- o "atropelo" no processo e a falta de debate sobre o emprego desta verba para a FROTA PÚBLICA, como uma clara estratégia para descartar a possibilidade, já que seria um passo do município na autogestão de seu transporte coletivo;
- a consolidação do modelo de exclusão compensada pela estética, tão típico do urbanismo municipal nas últimas décadas e da proposta capitalista como um todo;
- constatar a indiferença dos poderes constituídos às demandas sociais, resgatando o protagonismo das ações realizadas pela REDE CONTRA O TARIFAÇO junto aos três poderes, questionados quanto a LICITAÇÃO FRAUDULENTA (8,6BI), a consequente TARIFA ABUSIVA e os ACIDENTES;
- os movimentos sociais urbanos e seu papel na construção de uma sociedade para além do capital, em oposição à chamada "economia verde" que busca consolidar a exploração predatória de recursos através de estratégias de "greenwashing". O movimento das bicicletas e a unificação da luta pela mobilidade como direito. Movimentos ligados aos trabalhadores rurais sem terra relevando a importância da união entre as resistências urbano-rurais.
Acesse a programação completa aqui!
Confira a entrevista com um dos debatedores:
segunda-feira, outubro 03, 2011
As juventudes, o canal contraoaumento e a política dos novos tempos
O movimento pelo transporte poderia ser analisado por vários ângulos, posto que pleno de sentidos sociais, políticos, culturais, econômicos. Aqui priorizo olhá-lo pelo enfoque político,dimensão através da qual os atores implicados mais fortemente se puseram em cena, dando corpo à disputa de interesses variados.
Primeiramente, entendo que as manifestações ocorridas, embora com existência própria e marcadas por especificidades, não podem ser vistas apartadas do Movimento Passe Livre-MPL, há algum tempo, campo de militância de alguns segmentos estudantis do Brasil. Vejo estreita correspondência entre a cultura política consolidada nas manifestações do MPL de Salvador, de Florianópolis e outras capitais e os contornos obtidos pelo #Contraoaumento de Teresina. Existe um nexo, um fio que articula a luta dos jovens e penso, inclusive, que é desse ponto de vista que deve ser olhado, por exemplo, o significado político maior da demanda básica da luta posta na rua: a redução do preço da passagem do ônibus.
Demandar o direito de não pagar a passagem - ou de ter o seu preço estabelecido em patamares toleráveis - remete-nos imediatamente a um direito civil básico do pacto social estabelecido numa democracia, que é o direito de ir e vir. Nossa Constituição Federal consagra como livre o direito de locomoção. Sabemos, por outro lado, que na realidade das grandes cidades, das sociedades complexas a operacionalização desse direito implica em que uma série de condicionantes seja atendida, tais como a indispensável disponibilidade de meios para torná-la possível quando a locomoção situa-se para além da capacidade física de cada um. Desse modo,questionar o preço da passagem é, antes, questionar até que ponto a fruição deste direito se mostra real, factível nos termos vivenciados em nossa ociedade; é questionar a existência concreta da suposta liberdade de ir e vir.
Um segundo desdobramento diz respeito aos principais atores da reivindicação, os estudantes. O movimento parece deixar entender que as juventudes estudantis, tomadas pela sociedade como responsáveis pela continuidade social, demandam nas ruas que o alto custo do preparo dessas novas gerações deixe de ser administrado individualizada e arduamente pelas famílias. Que a tarefa passe a ser também do Estado, responsável pela gestão dos bens e serviços financiados publicamente, e de alguns setores da sociedade, os quais acessam as maiores parcelas da riqueza social, no caso, o empresariado do setor. O corolário da atitude é a desconstrução do entendimento naturalizado de que a formação daqueles que nos substituirão coletivamente é de responsabilidade exclusiva do núcleo familiar.Na luta empreendida, os jovens apontam modelos de política que viessem a atender suas necessidades atuais: negam para si a assunção do ônus do transporte por se reconhecerem
As juventudes parecem cobrar das instituições o cumprimento cabal de suas responsabilidades, aclarando os campos de luta e rompendo, nesse sentido, a perspectiva de adequação à política hegemônica de Estado. Desse modo, assumem-se como pessoas em formação e afirmam, na participação política de resistência, a condição de sujeitos dos seus próprios destinos.
Por outro lado, os jovens passaram a colocar sob suas miras o capital. A cobrança direta que fazem dos setores privados introduz aos levantes uma característica nova em relação aos movimentos sociais juvenis de décadas atrás, os quais focavam apenas o Estado como interlocutor e adversário político. Adotar, numa luta concreta, o capital como adversário direto coloca o movimento pelo transporte em aproximação com os movimentos juvenis mundiais contemporâneos,os quais – organizados sob as mais diferentes maneiras – se insurgem contra outras expressões do capital, presentes nesse novo mundo que povoamos. O enfrentamento de questões relativas à exclusão social, tão crônicas e triviais para nós, no Brasil e no Piauí, se expressa nas ruas a partir de uma nova leitura, extensiva ao coletivo local e estimulada pelos movimentos mundiais e nacionais de resistência ao capital sem pátria e igualmente virulento.
Até onde consigo ver, os agentes privados têm decodificado perfeitamente o sentido das lutas e têm organizado sua reação à altura do risco urdido pela audácia juvenil. Só por essa razão poderemos compreender a força repressiva que se alastra sobre os jovens de Teresina e do Brasil afora. É a defesa intransigente de um território comum e “intocável”, onde estão blindados políticos e seus interesses eleitorais x empresários beneficiários de gestões apartadas dos interesses sociais básicos, ambos orquestrando a manutenção do establishment.
Valéria Silva - É Doutora em Sociologia Política. Professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia-PPGAArq-UFPI. Membro do Núcleo de Pesquisa sobre Crianças, Adolescentes e Jovens-NUPEC-UFPI.
fonte: http://www.acessepiaui.com.br/vc-no-acesse/as-juventudes-o-contraoaumento-e-a-pol-tica-dos-novos-tempos/13351.html
quarta-feira, setembro 28, 2011
RENÚNCIA FISCAL – UM INSTRUMENTO A FAVOR DAS CORPORAÇÕES ECONÔMICAS.

O nome é propositadamente complicado, mas o significado é simples: doação de dinheiro do pobre para o rico. Você vai entender pois explicaremos para você entender e não para enrolá-lo.
Ocorre que apesar destas empresas NÃO pagarem o ISS, as despesas da prefeitura CONTINUAM, pois a empresa e os próprios trabalhadores destas empresas continuam utilizando a infra-estrutura de energia, transportes, logística, etc... e serviços municipais de saúde, educação, etc... que evidentemenste cairão de qualidade.
http://sociedadpeatonal.blogspot.com/2009/07/carga-tributaria-e-o-transporte.html
(POR UNGAMUNGA)
sexta-feira, setembro 23, 2011
As Entranhas polítiqueiras do transporte coletivo em Curitiba - 3
"Subsídio e capital"
No auge do discurso neoliberal, há poucos anos, queriam fazer do BNDES um banco igual aos outros. Na lógica do remédio único, os baixos juros do BNDES e correlatos turbinariam a inflação. Grandes bancos, ou melhor, banqueiros, assim perdiam a oportunidade de intermediar empréstimos vultosos; coitadinhos!
Com todos os pesares podemos, contudo, questionar os critérios de acesso a recursos de baixo custo. Pouco antes de morrer, o ex-presidente da Copel, o economista Ronald Ravedutti, entregou-me um papel com detalhes da discriminação contra as estatais, ainda que de capital misto. Ou seja, a Copel, se fosse buscar dinheiro público, estaria sujeita a quase 10% a mais de juros... O fato da empresa ser modelar e não ter bueiros voadores ou gasodutos explodindo é secundário, o importante é que estava carimbada como empresa pública.
No transporte coletivo urbano vemos um cenário mais esdrúxulo. Para sistemas caros existe dinheiro de graça, participação a “fundo perdido” pela União e até pelo Estado. Sistemas livres e de licitação de concessão e caríssimos podem qualquer luxo. Já o tradicional, versátil e sempre melhor ônibus deve ser propriedade de empresas privadas, que ganharem concessões e assim formarem capital próprio, usando recursos federais (dinheiro nosso) para comprar veículos. Das cidades essas empresas têm vias privilegiadas e o direito de usar exaustivamente a linha “garagem” ou “recolhe”. O fundamental é dar lucro e ainda arrecadarem o suficiente que permita outros serviços que deveriam existir sem pesar nas tarifas.
Temos uma “Economia Frankenstein” e serviços precários, até por que sem segurança o usuário do transporte coletivo está sujeito a todos os riscos.
Depois vêm falar em sustentabilidade, quanta hipocrisia!
Entre múltiplos pesos e medidas temos uma coleção de leis feitas pelos poderosos para serem mais fortes e, pagando tudo isso, um povo que se satisfaz com o futebol de fim de semana e a cerveja gelada.
O terceiro milênio, por bem ou mal começou com novos desafios. Temos até meteoro artificial com a queda de satélites artificiais que custaram uma fortuna para existir e que simplesmente são abandonados na hora de voltar. É mais barato indenizar, como acontece com o usuário do transporte coletivo urbano.
Podemos mudar, melhorar e evoluir.
O transporte coletivo, do ônibus ao táxi, sem pensar em sistemas mais caros se evitarmos os engarrafamentos monstruosos quando relaxamos leis de ocupação de solo ou descuidamos de alvarás inacreditáveis, pode ser fator de mobilidade sadia e acessível, com tarifas muito menores.
Como?
Podemos pensar em frota pública, operação real do sistema, isenção de impostos, tecnologia e no caso dos taxis ainda criação de uma central comandada pela PM e/ou PMC, sem custos para os taxistas, por exemplo.
Se entrarmos no mérito de soluções urbanísticas será possível escrever tratados e mais tratados.
Alguém poderá perguntar, como tudo isso aconteceu?
O transporte individual baixou custos e aumentou de qualidade e as cidades se ajustaram a esse luxo, e agora? 
Temos, pois, muito a questionar, inclusive nossos famosos conselhos que poderiam ser universais, de livre acesso e participação, graças à internet.
Por quê não evoluímos?
Cascaes
